Crítica: Slender Man – Pesadelo sem rosto

quarta-feira, setembro 05, 2018


Quem me conhece sabe o quanto sou fissurada em passar horas lendo creepypasta. Sem dúvidas é uma das coisas que mais gosto de fazer, foi em uma dessas histórias em 2010 que conheci o Slender Man.

Difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar sobre o homem esguio, sem rosto e que perseguia suas vitimas por toda vida, até a pessoa ficar completamente louca ou desaparecer. A origem da lenda começa em um site de humor chamado Something Awful, que lançou um concurso em um dos seus fóruns para que os usuários fizessem montagens em fotos inserindo seres sobrenaturais.

No dia 10 de junho de 2009, o usuário “Victor Surge” enviou duas imagens contendo crianças e um ser alto e com braços longos as observando. Para dar mais contextos às fotos, ele ainda escreveu uma pequena descrição em cada uma.

"Nós não queremos ir, não queria matá-los, mas o seu silêncio persistente e horríveis braços estendidos, nos consola ao mesmo tempo." – 1983, fotógrafo desconhecido, presumivelmente mortos.

"Uma das duas fotografias recuperadas do incêndio da Biblioteca Municipal Stirling. Interessante ter sido tirada no dia que desapareceram catorze crianças e por fazer referência a algo conhecido como "Slender Man". Deformidades citadas como 'defeitos na película' por funcionários. O Fogo na biblioteca ocorreu uma semana depois. Fotografia real e confiscada como prova.” - 1986, Mary Thomas, desaparecida desde 13 de junho de 1986.


SOBRE O FILME
Esse texto pode conter spoilers. Se você pretende assistir o filme e não quer saber sobre algumas informações, pare de ler aqui.

Slender Man foi lançado no Brasil em 23 de agosto de 2018. Dirigido por Sylvain White e escrito por David Birke. O enredo explora como a vida é entediante no colégio para as amigas Wren, Hallie, Chloe e Katie. Em mais uma noite de tédio e bebidas alcoólicas, as amigas decidem procurar na internet como invocar um monstro, o Slender Man. Uma delas some de forma misteriosa. As três que sobram começam a ter alucinações e precisam achar uma maneira para se salvarem.

Lembrando muito O Chamado (2002), o monstro é invocado por meio de um vídeo repleto de imagens estranhas e bizarras. O que não é algo ruim, mas isso é utilizado tantas vezes ao longo do filme que passa a ser chato.


A primeira metade do filme é extremamente angustiante, uma atmosfera sombria, você fica esperando pelo momento em que algo ruim irá aparecer. Pra quem gosta de jump scares, é excelente.
Mas, do meio pro final o filme se perde completamente. O ritmo fica lento demais. Você não consegue se identificar e se colocar no lugar de nenhuma das personagens.  A fotografia muitas vezes deixa o ambiente muito escuro e sem passar nenhuma sensação.

Quanto mais eles mostram a criatura, menos medo o filme passa. E o Slender Man aparece tantas vezes que não causa nenhuma emoção. O medo está no desconhecido, o longa pecou no fato de não ter focado em um terror psicológico.

Slender Man – Pesadelo sem rosto, tem até bons momentos, mas que não são marcantes. Ao final você com certeza nem lembrará do filme.


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