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23 de julho de 2018

MAIS UM DIA ONDE TUDO É EXATAMENTE IGUAL

Foto: Pixabay

Nunca fui muito boa com direções. Sempre me perdia facilmente em um lugar novo. Já tive que pedir ajuda diversas vezes até mesmo dentro de um shopping. "Esquerda ou direita? Por onde eu vim?". Também preciso dizer que sempre demoro para lembrar qual lado é o esquerdo e qual é o direito, "Calma, deixar eu ver com qual mão escrevo". Quase sempre perdida, quase sempre tendo que pedir informações.

Por isso me apego facilmente a rotina. Saber ao certo onde estou indo, pegando sempre o mesmo caminho, seguindo a mesma estrada. Para muitos isso seria desanimador, para mim nem tanto. Manter os pés no chão e não me perder em aventuras parece ser a melhor opção na maioria das vezes. Afinal, da ultima vez que mudei todo o percurso foi assustador.

Me lembro perfeitamente daquele dia... 

Era no final da tarde de outubro, o pôr do sol deixava todo o ambiente alaranjado. Resolvi me sentar em um banco na praça, fiquei observando as pessoas que ali estavam. As crianças rindo e correndo, as mães que conversavam sobre aquela famosa da novela que emagreceu 10kg em um mês, o vendedor de cachorro-quente, os pássaros que voavam para suas casas. No meio de tanta gente, uma pessoa específica me chamou atenção.

Sentado na grama lendo um livro (que não me recordo o nome), vestindo um moletom preto fazendo parecer que nem estava calor. Ele tinha um sorriso de canto de boca, olhos grandes que brilhavam com a luz do sol. As vezes ele parava sua leitura para admirar o céu.

Naquele dia eu estava percorrendo um novo caminho, a sensação era incrível, mas se eu soubesse que tudo acabaria dando errado e que eu não saberia mais quem sou, nunca teria sentado naquele banco. Nunca teria me apaixonado pelo menino misterioso do parque (...)

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