Textos

Por que escolhi o Jornalismo como profissão

segunda-feira, setembro 17, 2018

Quando me perguntam por que escolhi o jornalismo, nunca sei o que responder.

Nunca fui uma pessoa muito comunicativa, desde criança preferia ficar horas lendo livros e escrevendo. Como não era muito boa com palavras usava a escrita para me expressar. Colocava em uma simples folha de papel todos os meus sonhos, alegrias, medos, descobertas, ali era um lugar onde a imaginação criava asas, aonde meus pensamentos não irão se perder.

Depois de me aventurar em um curso de exatas tive a certeza que meu lugar era em áreas criativas, em que eu pudesse mostrar quem sou e não me esconder atrás de números. Pensei comigo e cheguei à conclusão de que quero conquistar meu lugar na sociedade, sentir-me útil. Quero informar as pessoas, quero fazê-las pensar, questionar e mostrar suas opiniões.  Quero conhecer pessoas e histórias diferentes todos os dias. Quero aprender a cada dia coisas novas. Quero mostrar a realidade do mundo para as pessoas, pra que parem de olhar apenas para si. Quero ajudar as pessoas a pensarem fora da sua bola, quero ver cidadãos conscientes, quero ver cidadãos ajudando o próximo. Quero através da minha escrita fazer alguma diferença – mesmo que seja em uma única pessoa – e assim me tornar imortal. E foi desse que escolhi o jornalismo como profissão.

Sei que tenho um caminho muito longo a percorrer, estou apenas no começo. Ainda tenho muito que estudar, aprender e melhorar. Tenho consciência dos meus pontos fracos e tento melhorá-los. Até o final do curso ainda terei muitas noites mal dormidas, muitos pensamentos que não estou fazendo as coisas de forma certa, mas, nunca pensarei em desistir.



Filmes e Séries

5 filmes da netflix para chorar e se apaixonar

sexta-feira, setembro 14, 2018
Por muito tempo reneguei meu gosto por filmes de romance adolescente. Achava que isso quebrava um pouco minha imagem de "doida que só assiste terror e filmes estranhos". Mas a netflix jogou tanto filme amorzinho que não pude mais resistir, fui assistindo um atrás do outro. Em cada filme me identificava com os personagens, chorava, sonhava e me apaixonava.

Filmes adolescentes normalmente são vistos como bem clichês (continuam sendo), mas causa uma sensação boa, você acaba voltando a sonhar que um amor aparentemente impossível pode acontecer e ser perfeito.

Listei meus 5 filmes de comédia romântica adolescente. Prepara a pipoca, pega a coberta, encontre a melhor posição para chorar e se apaixonar do começo ao fim!

SIERRA BURGESS É UMA LOSER 
         Foto: Reprodução/ Netflix
Título: Sierra Burgess Is a Loser 
Ano: 2018
Duração: 105 min
Gênero: Comédia, Romance
Elenco: Kristine FrosethNoah Centineo (Para todos os garotos que já amei; The Fosters), Shannon Purser (Stranger Things), RJ Cyler, Will Peltz, Lea Thompson, Alan Ruck, Loretta Devine, Chrissy Metz.

A trama é focada em Sierra Burgess, uma adolescente fora do “padrão” de beleza que a sociedade impõe, inteligente, introspectiva, nada popular. Sofre bullying no colégio, e como milhares de meninas se sente feia e invisível.

Sua vida amorosa acaba dando uma virada quando por engano, um menino lhe manda mensagens e assim começa um romance. Mas, ele achava que Sierra é outra pessoa e assim contando mentiras e fingindo ser outra pessoa para que o romance não acabe.

A BARRACA DO BEIJO
                                                                                                                     Foto: Reprodução/ Netflix
Título: The Kissing Booth
Ano: 2018
Duração: 105 min
Gênero: Comédia, Romance
Elenco: Joey King, Joel Courtney, Jacob Elordi.


Lee Flynn e Shelly Evans são melhores amigos e se conhecem desde que nasceram. Ela sente atração pelo irmão mais velho de Lee, o Noah, mas existe uma lista de regras na amizade deles. Não poder ficar com o irmão do amigo é uma das regras.

Mas tudo muda quando surge a tal barraca do beijo, onde Shelly e Noah se beijam na frente de todo mundo. Assim, começa um romance “proibido”, que precisa ser escondido para não machucar os sentimentos de Lee.

PARA TODOS OS GAROTOS QUE JÁ AMEI
                                                                                                                     Foto: Reprodução/ Netflix
Título: To All The Boys I've Loved Before
Ano: 2018
Duração: 100 min
Gênero: Comédia dramática, Romance
Elenco: Lana Condor, Noah Centineo, Israel Broussard, Andrew Bachelor, Emilija Baranac.

O filme é uma adaptação da trilogia de livros da autora Jenny Han. Lara Jean é uma garota de 16 anos, que escreveu cartas para os garotos que sentiu algo além de amizade. O pequeno detalhe é que ela nunca as enviou, em um belo dia essas cartas são misteriosamente enviadas para seus respectivos destinatários.


O PLANO IMPERFEITO
                                                                                                                     Foto: Reprodução/ Netflix
Título: Set It Up
Ano: 2018 
Duração: 105 min
Gênero: Comédia, Romance
Elenco: Glen Powell, Lucy Liu, Taye Diggs, Zoey Deutch.


Harpier e Charlie trabalham como assistentes para dois executivos em Manhattan. Seus chefes vivem pelo trabalho e possuem um temperamento complicado para aguentar. Assim, os dois assistentes veem suas vidas transformando em um pequeno inferno.


Harpier e Charlie se juntam para elaborarem um plano, fazer com que seus superiores se apaixonem, para que assim fiquem mais tranquilos em relação ao trabalho.

SIMPLESMENTE ACONTECE
                                                                                                                          Foto: Reprodução/ Netflix
Título: Love, Rosie
Ano: 2015
Duração: 102 min
Gênero: Comédia dramática, Romance
Elenco: Lily Collins, Sam Claflin, Jaime Winstone, Christian Cooke, Suki Waterhouse.


Esse é sem dúvidas o meu filme favorito do gênero. Simplesmente acontece, mostra de forma linda, dramática e poética, o quanto não devemos nos abalar com as situações difíceis. Que algumas pessoas podem se afastar, irem embora, mas se existir um sentimento verdadeiro de ambas as partes, uma elas ficaram juntas, mesmo que isso demore para acontecer.

Na trama, Rosie e Alex são amigos de infância e ambos nutrem um mix de sentimentos que vai da amizade mais pura a um grande amor. Quando estão prestes a se formarem no high School, ambos tomam decisões que mudaram completamente suas vidas. Alex vai para outra cidade fazer faculdade, Rosie permanece em sua cidade porque está gravida.

Textos

Queria ser Scherbatsky, mas sou Mosby

quarta-feira, setembro 12, 2018


Ted Mosby é um dos protagonistas da série How I Met Your Mother. Ele é o típico personagem oito ou oitenta, você vai admirá-lo ou não vai tolerar nenhum pouco. Ted era muitas vezes visto como o apaixonado bobão, que ficava sempre na “ninguém me ama, ninguém me quer”, entrava de cabeça em relacionamentos falhos, se apaixonava todo momento e vivia fazendo estupidez. Mas ao longo da série conseguimos ver muito mais sobre o menino Mosby.

Sempre admirei a Robin, a força que ela tinha e os planos de carreira. Era uma mulher forte, livre, decidida, pronta para qualquer batalha, totalmente dona de si e que não pertence a ninguém. Muitas vezes ela parecia ser uma mulher frígida e sem coração, não ligava pros sentimentos dos caras que se relacionava, não sofria. Eu queria ser exatamente daquele jeito, afinal, ter que lidar com muitos sentimentos como o Ted não é uma tarefa fácil.

Descobri que sou mais parecida com Ted Mosby do que poderia imaginar. Não sei se isso é bom ou ruim, afinal é possível amá-lo ou odiá-lo em um piscar de olhos.

Ted é um ser extremamente apaixonado. Ele não mede esforços na busca do amor e a quem amar. Mesmo quando ele diz que não vai mais correr atrás, lá está ele fazendo tudo de novo, buscando pela "pessoa ideal". Ama incondicionalmente e não apenas de forma romântica. Ele ama seus amigos e demonstra isso de várias maneiras.

Ted é um ser persistente. Ele não apenas ama, ele persiste, entrega tudo de si. Ele sabe que palavras não valem muito, as atitudes sim. Ted transborda carinho, atenção, esforço, tempo, espaço, dedicação e respeito. E quando digo de respeito, é quando mesmo amando uma pessoa e ela quer ir embora, é preciso entender e deixá-la ir.

Ted sabia abrir seu coração e amar a pessoa até o fim. Amar mesmo após o fim. E amar mesmo depois de jurar não amar mais, pois não era correspondido. Mesmo depois da dor do coração partido, das crises de choro e do orgulho ferido, ele ainda levantava a cabeça e recomeçava.

Queria ser Scherbatsky, empoderada e não me abalar facilmente com os sentimentos. Mas se eu não fosse tão Mosby, literalmente não seria eu. Em tempos onde muitas pessoas são como a Robin, ser como o Ted não parece tão ruim.

"Nenhum de nós pode prometer ser perfeito. No final, tudo o que podemos fazer é prometer nos amarmos de todo coração. Porque amar é a melhor coisa que fazemos."






Filmes e Séries

Crítica: Slender Man – Pesadelo sem rosto

quarta-feira, setembro 05, 2018

Quem me conhece sabe o quanto sou fissurada em passar horas lendo creepypasta. Sem dúvidas é uma das coisas que mais gosto de fazer, foi em uma dessas histórias em 2010 que conheci o Slender Man.

Difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar sobre o homem esguio, sem rosto e que perseguia suas vitimas por toda vida, até a pessoa ficar completamente louca ou desaparecer. A origem da lenda começa em um site de humor chamado Something Awful, que lançou um concurso em um dos seus fóruns para que os usuários fizessem montagens em fotos inserindo seres sobrenaturais.

No dia 10 de junho de 2009, o usuário “Victor Surge” enviou duas imagens contendo crianças e um ser alto e com braços longos as observando. Para dar mais contextos às fotos, ele ainda escreveu uma pequena descrição em cada uma.

"Nós não queremos ir, não queria matá-los, mas o seu silêncio persistente e horríveis braços estendidos, nos consola ao mesmo tempo." – 1983, fotógrafo desconhecido, presumivelmente mortos.

"Uma das duas fotografias recuperadas do incêndio da Biblioteca Municipal Stirling. Interessante ter sido tirada no dia que desapareceram catorze crianças e por fazer referência a algo conhecido como "Slender Man". Deformidades citadas como 'defeitos na película' por funcionários. O Fogo na biblioteca ocorreu uma semana depois. Fotografia real e confiscada como prova.” - 1986, Mary Thomas, desaparecida desde 13 de junho de 1986.


SOBRE O FILME
Esse texto pode conter spoilers. Se você pretende assistir o filme e não quer saber sobre algumas informações, pare de ler aqui.

Slender Man foi lançado no Brasil em 23 de agosto de 2018. Dirigido por Sylvain White e escrito por David Birke. O enredo explora como a vida é entediante no colégio para as amigas Wren, Hallie, Chloe e Katie. Em mais uma noite de tédio e bebidas alcoólicas, as amigas decidem procurar na internet como invocar um monstro, o Slender Man. Uma delas some de forma misteriosa. As três que sobram começam a ter alucinações e precisam achar uma maneira para se salvarem.

Lembrando muito O Chamado (2002), o monstro é invocado por meio de um vídeo repleto de imagens estranhas e bizarras. O que não é algo ruim, mas isso é utilizado tantas vezes ao longo do filme que passa a ser chato.


A primeira metade do filme é extremamente angustiante, uma atmosfera sombria, você fica esperando pelo momento em que algo ruim irá aparecer. Pra quem gosta de jump scares, é excelente.
Mas, do meio pro final o filme se perde completamente. O ritmo fica lento demais. Você não consegue se identificar e se colocar no lugar de nenhuma das personagens.  A fotografia muitas vezes deixa o ambiente muito escuro e sem passar nenhuma sensação.

Quanto mais eles mostram a criatura, menos medo o filme passa. E o Slender Man aparece tantas vezes que não causa nenhuma emoção. O medo está no desconhecido, o longa pecou no fato de não ter focado em um terror psicológico.

Slender Man – Pesadelo sem rosto, tem até bons momentos, mas que não são marcantes. Ao final você com certeza nem lembrará do filme.


Textos

Quando você não vem algo fica estranho

quarta-feira, agosto 01, 2018
Foto: James Fink

Quando você não vem algo fica estranho. Eu sei, isso é tão clichê, mas a verdade e os sentimentos muitas vezes são isso mesmo. Um emaranhado de chiches melosos. Frases de efeito. Textões nas redes sociais expondo pra todo mundo o quanto aquele sentimento é verdadeiro. Fotos e mais fotos, cada passo é uma nova selfie (que vai diretamente pro stories do instagram, facebook, whatsapp).

Com nós dois não tem isso. Não temos fotos juntos, não tem textão, não tem frases de efeito. Temos apenas o mais simples e sincero sentimento. Quem sou eu pra criticar os casais de redes sociais, cada um sabe do relacionamento que vive. Mas eu prefiro isso aqui. Prefiro esse romance escondido que ninguém pode saber. Prefiro apelidos que não podem ser falados perto de outras pessoas. Prefiro o toque suave das suas mãos no meu corpo. Prefiro olhar no fundo dos seus olhos e me sentir segura, sem precisar de mais ninguém e, sentir por alguns minutos que o mundo parou.

Quando você não vem algo fica estranho. O dia perde um pouco a graça. E eu perco algumas horas só esperando você chegar com seu sorriso bobo e abraço apertado. Quando a gente se encontra a gente se conecta. A gente se dá bem, de uma forma que nunca imaginei. Eu não sei o quanto isso pode soar estranho - afinal eu vivo fugindo de nós - mas no fundo, eu amo nós dois juntos.

Não dá pra forçar gostar de alguém. Muito menos escolher por quem vamos nos apaixonar. Eu tentei te ver de formas diferentes. Tentei me afastar por um tempo, e quando vi que não conseguiria, isso começou a me machucar. Essa ligação que está acontecendo me deixa confusa e com medo, ao mesmo tempo que me faz suspirar e sorrir feito criança.

Eu não sei exatamente o que estou sentindo. Só sei que quando você não vem algo fica estranho.

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